Sem parar.

Gargalhas que ressoam
No doce mundo das lembranças
Sentidos postos em sentido
Na saudade da presença assídua
Traços de alegrias e tristezas
De partilhas e arrufos
Pedaços de vidas enroscadas
Em paredes brancas pintadas de vida
Mundos cá fora dispersos
Caminhos distantes e carentes
Lembranças carinhosas e constantes
Saudades primeiras e vividas
Minutos, dias, anos
De construção, de devoção, de entrega
Relações perfeitas na imperfeição
Notas que juntas dão a pauta certa
Seres que unidos atingem a suave doçura do certo
Trechos de um filme sem fim
Frames inesquecíveis e brilhantes
Rocha firme e sólida
De uma amizade feitas de momentos
Sem parar!


Ao que de melhor me trouxe a ESCS. Non Stop. Sempre.

Malae



(Apesar de todos os ses. Apesar de todos os porquês. Apesar de tudo o que nos espera. Apesar dos dias longe. Apesar dos esquecimentos. Apesar do que poderá ser um dia… Estão sempre lá aqueles sorrisos, os abraços, as loucuras, as saudades, os reencontros. Que seja assim pela vida fora! Obrigada às quatro! ****)

Longe.

Sinto-te longe.
Naquela distância de apenas poucos metros
Naquele espaço tão pouco e tão vazio
Sinto saudades do teu sorriso
Aquele que socorre as horas más
Aquele que acolhe e protege
Sinto-te longe.
Apenas a uns passos do caminho comum
Tão perto de um estender de mão
Sinto saudades das tuas palavras sábias
As que acertam sempre na sua razão
As que sabe sempre a carinho e amizade
Sinto-te longe.
Como se aí fosse do outro lado do mundo
Um sol que nos separa ou nos une.
Sinto saudades do teu abraço
O remédio santo de uma alma por vezes perdida
Entre a euforia e a lágrima compreendida
Sinto-te longe.
Como se a Terra não fosse a casa de ambos
Como se nos cruzássemos em pistas diferentes
Sinto saudades de ti.
Aquele que tem palavras doces e simples
Perdidas quando os olhos encontram os meus.
Sinto-te longe.
Mesmo que por vezes andes por aqui.


Malae
[Domingo.*]

Ilha.


Os acordes perfeitos. Uma voz que ressoa nas estrelas da noite. Um mundo que pára num silêncio respeitador. As lágrimas que teimosas não se escondem. O navio que parte. O navio que volta. O navio que nunca abandona. O amor dorido mas sempre presente. As historias de uma vida escritas nas cores do mundo. Um balanço que nos arrasta numa viagem pelo sentir. A terra longe cheia de sonhos. A esperança. A conquista. A ilusão da glória. As palavras que juntas fazem sentido. O rumo da vida. A pequena partitura, tão grande em beleza, que cada dia desenha melhor o caminho e se torna mais certa. O pequeno lugar seguro num mundo rodeado pelas águas do destino.

Se vai ao mar

Navio da boa hora

Pode encalhar

Na ilusão da glória

Em prata e oiro

Direi então a história

De um marinheiro

Que à Pátria não voltou

De amores primeiros

Se abandonou ao vento

Nos mares do Sul

Seu coração ficou

Ilha gentia

Viva no pensamento

Da aventura

À voz de uma monção

Que assoprou leve

O caminho a Oriente

À nau feliz

Por nunca mais voltar

Ilha, Escstunis


ESCS

[A todos aqueles que se deixam tocar pela simplicidade perfeita desta música. A todos aqueles que partilharam um momento brilhante. A todos aqueles que de mais próximo estiveram na noite de ontem. A todos aqueles que pintaram de prata e oiro uma noite brilhante. Obrigada* Malae]

Corpo.

Corpo dorido e perdido. Corpo vivido e sentido. Corpo que quer esquecer. Corpo que precisa de reagir. Corpo que se perde. Corpo que se em momentos. Corpo que não aguenta mais. Corpo que chora. Corpo que ri. Corpo que acredita. Corpo que desespera. Corpo que não sabe. Corpo que não quer. Corpo que anseia. Corpo que vive. Corpo que te ama.




Sinto-te passear no meu corpo
Corres-me nas veias
Penetras-me na pele
Controlas a respiração ofegante
Dás vida aos lábios secos
Comandas o corpo que ganha vida
Paras o mundo como só tu o sabes fazer
Trazes o desejo e a paixão
És perfeição perdida e consentida
És domínio e querer sem pensar
És destino e desencontro
És procura e conquista
Requintes de doçura
Espalhados em lençóis quentes
Abrigo das noites desertas
Controlo desenfreado preso
Num sentir sufocante
Que te torna real e presente
Reacção perfeita de um corpo
Sem força para te combater
De uma alma presa ao teu destino
De uma vida sentida em ti.

Malae
[Poema sem destino. Poema sem dono. Poema sem nexo. Costuma-se dizer que escrever vem da alma, que escrever por vezes dói. Linhas de sentir perdidas na força. Palavras arrancadas do intimo. Sentimentos que precisam de sair. Um esforço em vão. Uma tentativa de encontrar o caminho. Confidências arrancadas a fogo no meio de uma pausa na luta diária. Na tentativa vã do esquecimento. Na busca louca de seguir em frente. De domar a saudade. Essa saudade por vezes boa por vezes má. Essa saudade que traz um sorriso e uma lágrima. Essa saudade que nenhuma linha apaga, por muito que se tente. Porque o corpo que a transporta precisa de paz. Porque o corpo que a transporta se sente vencido. Porque o corpo que a transporta não sabe o que fazer com o que sente. Porque o corpo que a transporta não sabe lidar com esse amor. porque esse corpo não sabe o que fazer contigo.]


*Raras são as vezes que leio o que escrevo e eu própria me perco. Raras são as vezes que busco um sentido nos rabiscos que deito nas folhas. Raras são as vezes que questiono as palavras debitadas à velocidade do pensamento. Mas hoje perdi-me. Porque luto contra ti e contra o que sinto. Porque continuo a procurar respostas e força. E porque continuas a ser caminho.

Contradições.[e delírios*]

Uma cabeça que lateja. Tudo dentro dela parece em guerra e mutação. São as ideias claras que se digladiam com os sentimentos, procurando fazer prevalecer o razão cada vez mais necessária. Um corpo que não consegue reagir. Tenta, tenta, tenta. Por todos os meios, quer ser insensível, não deixar transparecer o efeito que aquele olhar lhe provoca. A alma, a alma extenuada, nada consegue fazer. Sente saudades, sente um vazio, sente, sente sempre. Não sabe mais que fazer. Quer esquecer, fingir que não aconteceu, demonstrar que já não é, gritar ao mundo que conseguiu. Mas a porta não se fecha, a janela não desce, as forças escasseiam. O som doce de um nome simples, a pele que se arrepia quando sente passar, o toque no cabelo, o sorriso maroto, o canto de quem fala, a beleza escondida, a simplicidade, a força de vontade, o sorriso, o abrigo, a vida. Nada se esconde na gaveta fechada, nada se apaga na página rasgada. Tudo é. E a alma, vagueando no meio do seu sentir, continua a querer destruir o tudo. Antes que o tudo a destrua a si. E ela se esgote cansada de gritar...

Contradições da Natureza

... Odeio-te porque te foste embora. Odeio-te porque ainda sinto a tua falta. Odeio-te porque todos os dias tenho saudades tuas. Odeio pela pessoa que és. Odeio-te pela pessoa que era quando estava contigo. Odeio-te por me teres tornado uma pessoa diferente. Odeio-te por teres quebrado as minhas forças. Odeio-te por me teres mostrado as minhas fraquezas. Odeio-te por te ter que agradecer por isso. Odeio-te por me fazeres sorrir com vontade. Odeio-te por me teres feito ver que chorar não é uma vergonha. Odeio-te por teres um sorriso que ilumina o mundo que te rodeia. Odeio-te porque esse sorriso me enchia de alegria. Odeio-te porque fazias questão de te rires mesmo nas conversas sérias. Odeio-te pela tua alegria de viver. Odeio-te pela tua força. Odeio-te porque sabias sempre o que dizer. Odeio-te porque quase sempre tinhas razão. Odeio-te por me fazeres dar o braço a torcer. Odeio-te porque acordavas sempre bem disposto. Odeio-te porque nunca desistias. Odeio-te porque o teu abraço era um mundo que não queria abandonar. Odeio-te porque me fazias feliz. Odeio-te porque a tua ausência é tão forte como a tua presença. Mas que raio?!... Não era mais simples não te amar?!...

Malae

* delírios reeditados.

[um] jogo.

És um jogador! Jogas em todas as áreas da tua vida! Mas o problema maior talvez não seja esse… afinal a Vida é um jogo! O pior é a maneira como jogas! És um competidor nato, mas não ganhas a qualquer custo! Não… o teu jogo seduz, cativa quem o vê, prende a atenção, leva-nos a entrar nele! E depois começas a dispor dos jogadores (sim, tu não recusas nenhum jogador) tendo em conta as tuas preferências e não as deles! És o treinador que tudo controla, como nos jogos de futebol que tanto gostas! Mas o plantel é excessivo… e tens que rodar as pessoas! Algumas mudam de posição no teu campo, mas outras vão para o banco! E aí fazes aquilo que mais detestas que te façam – nem uma explicação! Continuas o teu jogo e olhas para as pessoas a sorrir, como se isso fosse motivo para te desculparem! Mas ninguém sai do teu jogo… continua-se lá preso, à espera que voltes a mudar a equipa e pegues de novo no jogador que ficou esquecido no banco, a olhar em volta, muitas vezes sem perceber o que aconteceu! O teu jogo continua sedutor, cativante! A Vida é um jogo! Mas sabes que podias fazer?! Ao menos perguntar-nos se queremos fazer parte dele!!!! *
Malae


Is it getting better

Or do you feel the same?

Will it make it easier on you now

You got someone to blame?

You say

One love, one life

When it's one need

In the night

One love

We get to share it

It leaves you, baby

If you don't care for it

Did I disappoint you

Or leave a bad taste in your mouth?

You act like you never had love

And you want me to go without

Well, it's too late

Tonight

To drag your past out

Into the light

We're one

But we're not the same

We get to carry each other

Carry each other

One (...)

U2


* reeditado. quando o tempo passa e tudo continua a fazer sentido. o jogo da nossa vida deve ser preparado com cuidado.

Aos noivos.


Um olhar doce e terno
Que finta o tempo que foge
O sorriso perfeito
De quem acredita no amor
Uma dança singela
Nos passos de um violino
Um branco transparente
De um sentir em sintonia
Dois corações rendidos
Na esperança do amanha
Voando nas asas de um sonho
Desejando a felicidade eterna
De uma vida que não se esgota
Mas revive num suspiro!
Malae

O amor nem sempre é um lugar estranho.

Porta.

[A vida são pequenas páginas que preenchemos todos os dias. Momentos que espalhamos com manchas que impregnam o nosso ser. Estórias doces e amargas que nos fazem crescer, querer, viver. Pequenos nadas com a força do mundo que nos moldam e nos criam. A essência do nosso ser. Mas o tempo passa e desgasta as folhas que com carinho guardamos. Algumas perdem-se. Outras permanecem fortes. Outras ainda são diferentes. Precisam do recanto do silêncio pedido. O silêncio obrigado de quem mais não pode fazer do que as partilhar em lembranças. As páginas que se fecham a sete chaves nunca se podem perder… mesmo que um dia a porta se feche!]



Fecho a porta não porque quero
Mas porque a tua voz doce o pede
Guardo num canto sagrado
O que aqui vai, a saudade, o sentir
Faço deles trapos velhos
Sem sentido e amachucados
Para não ter que lhes pegar mais
Para deles não me servir
Quando mascaro o dia a dia de sorrisos
Que escondem o desejo de um abraço teu
Prendo o céu azul dos teus olhos
A um mundo de nuvens
Para não me perder no caminho dos teus sonhos
Colho a seara do teu cabelo
Para que possa percorrer os campos
Sem sentir o doce toque do teu ser
Peço aos pássaros que sussurrem
Para não me deixar voar na música do teu embalo
Finjo que o passado é uma página rasgada
De um livro que por perdido não existe
Estrangulo as palavras para que a voz
Embargada não me traia ao som do teu nome
Deixo que as palavras não escrevam
O que coração tolo quer dizer
Peço ao mundo que não me oiça
Não vá eu não me conter


Malae

25 segundos.

Aqueles que o tic-tac marca impaciente
O som melódico de uma vida que segue
Um coração que pulsa
Num suspiro de crença
Um andar extenso que não acaba
Feito de pedras e flores sem destino
O céu azul um porto no horizonte
O sol quente o regaço escolhido
Uma tela que se pinta
Roubando as cores do mundo
As lágrimas que se gritam
Os sorrisos que se desenham
As palavras que se procuram e não se encontram
A esperança na palma da mão
E a utopia na mochila que pequenos
Carregam os desejos nas costas
Pelas montanhas do tempo
A bola que gira levando-nos com ela
Na viagem que começa num grito
E termina como num sonho
Alma extenuada e tranquila
Embalada no longo caminho para a felicidade!

Malae

Vida

[A todos os que completaram estes 25 segundos!]

Una noche más.

Te anseio. Me desespero. Te siento.
Me devoran las horas de soledad
Me castiga la distância lastimada
Se esconde la alegria infinita
Brilla en las estrellas la sonrisa del mundo
Danza el reloj maldito
El tema del amor
Sediento de tus carícias de miel
De tus besos dulces e de tus cariños de seda
Se conoce la impaciencia
Devora el miedo la esperanza ardiente.
Tanto y tanto tiempo.
Noches de lucha.
Noches de creer.
Noches de querer.
La luna el testigo
La sola presencia mientras no llegas
El cuco estridente gritando
Vuelve!
Falta un minuto de ti!

Malae

[I look at you, looking at me. Now I know why they say the best things are free (...) Angel of Mine.*]

Sal.

Rebolam nas ondas quentes
As carícias que te dou
Enrolam-se na areia fina
Os beijos que se partilham
Sentem-se os salpicos frios
No arrepio das peles que se tocam
Transbordam os corpos
Os raios quentes do sol testemunha
Foge o tempo num sentido irrequieto
Traquinas e sorridente
As águas vão e voltam
Na sua sorte certa
Na sua sétima ronda que desenha o destino
As rochas barreiras do caminho
Trazem a força que o mundo guia
Os pensamentos são castelos na areia
Sonhos frágeis que se constroem
Espera-se a próxima onda
A próxima torrente libertadora
O sal que apaga e cura a tua saudade.

Malae

[Un beso, dos caricias te daria, tres abrazos que demuesten cuatro veces mi alegria y en la quinta sinfonia de mi sexto pensamiento, siete veces te diria las ocho letras de um te quiero. Te extraño!*]

E o mundo fecha os olhos...

No som seco das bombas
Entre os prédios em ruínas
Escondes as tuas mãos cheias de sangue
No desprezo pela existência humana
Explanas tu o teu caminho
Segues o livro que te interessa
Roubas a terra que dizes sagrada
Esmagas quem te faz frente
Desenhas a fronteira enganada
Fazes das linhas muros de betão
Respondes à dignidade com autoritarismo
Às pedras com o dinheiro que manda no mundo
Levas lições de quem não desiste
Mostra-te o que é sobreviver quem tu oprimes
Dominas, controlas, destróis
És tanque enfurecido, compressor do mundo
Ah, triste de quem te segue
Nessa doença incontida
Cobres o mundo de vergonha
Desesperas quem acredita
A luta continua
E um dia será vencida!

Até quando, Israel?!

Malae

[“La estatua de Lumumba nos recuerda que no se debe confiar en el imperialismo, ni un poco, ni nada, (...) Fue bajo la bandera de las Naciones Unidas que Lumumba fue asesinado en Congo. Y son estas las mismas Naciones Unidad que análogo con los Estados Unidos deben inspeccionar nuestros territorios. Las mismas Naciones Unidas!!.

" No podemos y no debemos cuidar la ilusión de que podemos obtener la libertad sin luchar. Estas batallas no estarán restringidas a las peleas callejeras con rocas y gases lacrimógenos, ni serán huelgas generales pacificas, ni será la batalla de una nación furiosa que en dos o tres días pueda destruir el aparato represivo de la oligarquía financiera que gobierna. Esta batalla significa una larga guerra, repito una vez mas, una guerra cruel..."

El Comandante Che Guevara]

Te recuerdo como eras. [Shiuuu!]

Te recuerdo como eras en el último otoño.
Eras la boina gris y el corazón en calma.
En tus ojos peleaban las llamas del crepúsculo.
Y las hojas caían en el agua de tu alma.

Apegada a mis brazos como una enredadera,
las hojas recogían tu voz lenta y en calma.
Hoguera de estupor en que mi sed ardía.
Dulce jacinto azul torcido sobre mi alma.

Siento viajar tus ojos y es distante el otoño:
boina gris, voz de pájaro y corazón de casa
hacia donde emigraban mis profundos anhelos
y caían mis besos alegres como brasas.

Cielo desde un navío. Campo desde los cerros.
Tu recuerdo es de luz, de humo, de estanque en calma!
Más allá de tus ojos ardían los crepúsculos.
Hojas secas de otoño giraban en tu alma.

Pablo Neruda





Shiuuu! No digas nada! Ya te he dicho que te echo de menos?! Malae


Lua.

Conto à lua os sonhos
Passados e esquecidos
Conto à lua as loucuras
Cantadas e sentidas
Conto à lua a vontade
De partir e ficar
Conto à lua
A saudade que moí
Conto à lua
A vida que segue o seu rumo
Mesmo sem a agarrar
Conto à lua
Porque quieta
Ouve e sente
E no brilha de uma estrela
Manda o silêncio consentido
A força que se procura
O sorriso que se reinventa.


Ficam contigo, Lua,
Os suspiros das noites longas
Os dias que correm
Perdidos nas noites que os findam
Os sonhos escondidos
Guarda-os…
Um dia virei buscá-los!

Malae

Ficam contigo, Lua.

[“It's a private emotion that fills you tonight and the silence falls between us as the shadows steal the light. And wherever you may find it wherever it may lead, let your private emotion come to me.” Bienvenido, amigo!]

Dia Mundial da Amizade.

[Além das barreiras, além das distâncias. Além dos esquecimentos, além das ausências. Além da proximidade, além da presença. Além do sentido, além do esperado. Os risos, as lágrimas, os abraços, os beijos, as festas, as partidas, as partilhas, as emoções. O mundo! O mundo dos amigos. Dos que se cruzaram connosco no momento certo. Nos ensinaram. Nos apoiaram. Nos repreenderam. Nos puxaram. Nos agarraram. Aqueles que, mesmo por alguns instantes, deixaram a marca no coração que os encontrou, que com eles se cruzou sendo arrebatado. Aqueles que passaram Verões e Invernos, intempéries e dias de sol. Foram a luz do dia, o guia da noite, o sol que brilhava e as estrelas confidentes. Foram imprescindíveis por um segundo, um minuto, um dia, um mê, um ano, uma Vida… um momento! Foram o que demais importante existe! Sem ordens de preferência, sem escolhas, sem pensamentos! Os amigos cabem todos no mesmo sítio!]
Dá-me a mão! Vem até mim
Deixa-me contar-te a vida que corre
Os sonhos que voam
As lágrimas que nascem
Os sorrisos que vivem
Ouve-me com atenção
Não deixes escapar nada
O dia foge, a noite volta
O tempo passa
Amanha é outro dia
E o amanha é sempre longe
Deixa o teu abraço
A tua palavra certa
O teu momento especial
Vinca a tua marca
Aquela que deixaste no meu coração
Para não esquecer
Os caminhos que se cruzaram
Dá-me a tua mão! Vem até mim
Sê meu amigo.
Eu estou sempre aqui.

Malae

[Ao Beto. Ao Nuno. Ao Luís. À Daniela. Ao Miguel. À Patrícia. Ao Gabriel. Ao Rui. Ao Mário. À Sandra. Ao Carlitos. À Carla. Á Tânia. À Sónia. Ao Daniel. À Lena. À Filipa. À Joana. Ao Ricardo. À Carla. Ao Zé Carlos. À Ana. À Célia. Ao Humberto. Ao João. Ao Marco. À Inês. À Cátia. À Vera. Ao Ricardo. Ao Kamene. Ao Rui. Ao Beto. À Rosana. Ao Michael. À Sol. Ao Pedro. Ao Faco. Ao Carlos. Ao Gabriel. Ao Diego. Ao Nuno. Ao Júlio. À Sara. Ao Nuno. Ao Diogo. À Diana. Ao Jorge. Ao Filipe. Ao Jorge. Ao António. À Mónia. Ao Rui. Ao Ricardo. À Paula. Ao Nuno. À Fátima. Ao Jorge. À Marta. À Ana. Ao Sandro. Ao Henrique. À Andreia. Ao Hugo. Ao Eduardo. Ao Luís Miguel.]

Restolho.

Geme o restolho, triste e solitário
a embalar a noite escura e fria
e a perder-se no olhar da ventania
que canta ao tom do velho campanário
Geme o restolho, preso de saudade
esquecido, enlouquecido, dominado
escondido entre as sombras do montado
sem forças e sem cor e sem vontade
Geme o restolho, a transpirar de chuva
nos campos que a ceifeira mutilou
dormindo em velhos sonhos que sonhou
na alma a mágoa enorme, intensa, aguda
Mas é preciso morrer e nascer de novo
há que ser trigo, depois ser restolho
há que penar para aprender a viver
e a vida não é existir sem mais nada
a vida não é dia sim, dia não
é feita em cada entrega alucinada
prá receber daquilo que aumenta o coração
(Mafalda Veiga)






[Talvez um dia tudo faça sentido. Talvez um dia o destino encontre o caminho que o coração sonha. Talvez um dia o céu seja tão azul que se funda com o mar e nada pareça impossível. Talvez um dia… que as forças nunca faltem até esse dia chegar! Malae]

Brilla.

Eres tu la voz caliente
Que encanta todo mi cuerpo
Eres tu la ternura que desliza
En las puntas de tus dedos en mi ser
Eres tu la sonrisa perfecta
Que acaricia todos mis dias
Eres tu el latir mudo de mi corazon
Que engaña el llanto de mi soledad
Eres tu... eres tu!
Y corre el tiempo por vos!
Viene! Llename de ti!
Brilla! Brilla! Brilla!
Que tu luz quema dulcemente mi vida!

Malae

Brilla

[ "Yo quiero el aire que tiene tu alma, Yo quiero el aire que, que vive en ti, Yo quiero el aire, aire que derramas, Aire pa' quererte, aire pa' vivir" * ]

Sin miedo a nada.


Saudade. A música toca. O coração bate descompassado. As memórias dançam, mergulham, riem, choram. Imagens que aparecem vindas do nada e se instalam, caprichosas e irredutíveis. O tempo não anda. Parece parado, unindo-se num plano malicioso que comandas mesmo à distância. Surge o medo. A alma que perdida por vezes não sabe fazer com o que sente. O receio de sucumbir extenuada da luta que consigo trava todos os dias. O sol que brilha lá em cima no céu que azul te recorda sorri. Sabe que tudo é irresistível. Que o relógio vai voltar a andar e o mundo seguirá o seu rumo. E a alma, sempre em luta, buscará os sentimentos que a fazem sentir viva. Sem medo de nada!

Malae

ocaso

Sin miedo a nada

Me muero por suplicarte que no te vayas, mi vida,

me muero por escucharte decir las cosas que nunca digas,

más me callo y te marchas,

mantengo la esperanza

de ser capaz algún día

de no esconder las heridas

que me duelen al pensar que te voy queriendo cada día un poco más

¿Cuanto tiempo vamos a esperar?

Me muero por abrazarte y que me abraces tan fuerte,

me muero por divertirte y que me beses cuando despierte

acomodado en tu pecho, hasta que el sol aparezca.

Me voy perdiendo en tu aroma,

me voy perdiendo en tus labios que se acercan

susurrando palabras que llegan a este pobre corazón,

voy sintiendo el fuego en mi interior.

Me muero por conocerte,

saber qué es lo que piensas,

abrir todas tus puertas

y vencer esas tormentas que nos quieran abatir,

centrar en tus ojos mi mirada,

cantar contigo al alba

besarnos hasta desgastarnos nuestros labios

y ver en tu rostro cada día

crecer esa semilla

crear, soñar, dejar todo surgir,

aparcando el miedo a sufrir.

Me muero por explicarte lo que pasa por mi mente,

me muero por intrigarte y seguir siendo capaz de sorprenderte,

sentir cada día ese flechazo al verte,

¿Qué más dará lo que digan?¿Qué más dará lo que piensen?

Si estoy loco es cosa mía

y ahora vuelvo a mirar el mundo a mi favor,

vuelvo a ver brillar la luz del sol.

Me muero por conocerte,

saber qué es lo que piensas,

abrir todas tus puertas

vencer esas tormentas que nos quieran abatir,

centrar en tus ojos mi mirada,

cantar contigo al alba

besarnos hasta desgastarnos nuestros labios

y ver en tu rostro cada día

crecer esa semilla

crear, soñar, dejar todo surgir,

aparcando el miedo a sufrir.

(Alex Ubago)



A força da tua alma.

Lembrei-me de ti.

Vi jogar o clube onde deste os primeiros pontapés na bola. Onde começaste a sentir que aquele era o caminho que querias seguir. Que aquele era o teu futuro. A primeira vez que te vi eras um menino ainda, com um sorriso do tamanho do mundo. A tua melhor arma para comunicares com um mundo cuja língua ainda te era tão estranha. O tempo foi passando, passando, e tu a todos cativaste. Eras um menino fantástico com a bola nos pés, um verdadeiro talento! Serias grande, enorme, nunca ninguém duvidou de tal. Mas era mais que um futuro grande jogador. À certeza do teu talento, juntava-se o teu enorme coração. Sempre de sorriso, sempre disponível, sempre uma criança. Por vezes parecias perdido, só até. Este não era o teu mundo, esta não era a realidade a que tinhas habituado. E procuravas refugio em pequenos cantos perdidos onde as memórias voltavam e te sentias mais protegido. E todos te perdoavam… porque eras tu!


Mas num instante fatídico tudo mudou. Naquele instante que todos queríamos mudar, mas que a vida e o destino não permitem, o teu mundo de sonhos ruiu. As pernas, o guia para o patamar mais alto, estavam presas, perdidas, amarradas. A esperança parecia totalmente perdida. Não havia palavras que te pudessem reconfortar, nada que te fizesse crer que o dia a seguir podia ser melhor. Os amigos que te adoravam, e que desejavam mais morrer que tu, sentiam-se impotentes por verem o menino que tanto gostavam naquela violenta agonia. Mas tu mais uma vez a todos deste uma lição. O tempo foi passando, novamente, e tu foste recuperando a tua força, a tua vontade. Uma batalha podia estar perdida, mas começavas agora a guerra mais importante da tua vida!


E ganhaste! Aos poucos a tua alegria foi voltando, o teu charme natural apareceu, o teu sorriso aparecia, mesmo que a espaços. Entregavas-te aqueles exercícios com a mesma vontade que corrias atrás da bola, dona dos teus sonhos. Era esse o teu novo sonho, a tua maior esperança. E um dia concretizou-se… e aqueles pequenos passos foram apenas uma amostra do que um dia poderias fazer. Agarraste o teu futuro, seguiste o teu caminho e mantiveste o teu sorriso!

Foste uma lição de Vida! A tua alma sempre foi mais forte que as tuas pernas.

Lembrei-me de ti. E tive saudades!

Um beijo doce, Sergei.

Malae

Loucura sã.

Sente-se a leve brisa percorrer a noite estrelada. As ondas cantam a musica que embala os pensamentos. A areia quente é a manta que suave protege os corpos. Estendo-te a minha mão. Espero-te. Anseio-te. Necessito-te. Aguardo um sinal de ti. A aurora testemunha o momento perfeito. O momento que faz bater o coração que louco te busca e te guarda. Sei que virás buscar o beijo que te pertence. Chegarás com a leveza de um sonho e de mansinho recuperarás tudo o que te pertence, tudo o que és, tudo o que deixas ser.



E deixarás o teu sorriso! A simplicidade da imperfeição nesse bailado perfeito dos teus lábios. A marca. A tua marca que a ferro e fogo descansa nas memórias que deixas perdidas em todos os momentos. A luz com que iluminas todos aqueles que te rodeiam e que nos guia no mundo dos sonhos de cristal, que tratamos com a delicadeza de quem não os quer perder nem partir. E é a tua alma que se revela no momento que os teus olhos mais brilham. A felicidade surge no rosto de menino feliz. As tuas gargalhadas são a música perfeita. O mundo pinta-se das mais belas cores e pousa em ti.

pôr-do-sol em Díli



O teu sorriso ou o marco insubstituível do teu ser. A imagem que não se esquece. O inicio de uma história. De um sentir que começa no teu sorriso e vive na loucura sã feita de devaneios perdidos na alvorada.

Malae

[“Ponle nombre al sentimiento cuando te parezca extraño, ponle nombre a mis heridas pa’ que se vayan curando.” *]