confissões.

«Odeio-te. É isso que quero que saibas. Odeio-te. Há mais de 20 anos, para ser correcta. Uma vezes mais, outras vezes menos. Naquelas vezes em que sou eu que vou ganhando a guerra. Ou me vou enganando quanto a isso. Não posso ganhar a guerra se aqui continuas, certo? Mas odeio-te. Tanto como odeio lágrimas e amo os sorrisos que me roubas. E odeio-te ainda mais quando olho e vejo um reflexo derrotado. Sem coragem para te vencer. Sem força. Odeio-te. Porque já me fizeste acreditar que tinhas partido e voltaste. Para te instalares. Não sei como te mandar embora sozinha. Mas não o posso fazer de outra maneira. Odeio-te. Já te disse? Menina dos cabelos de linho.» Dos primeiros passos. Malae

do coração (que não do sangue).

Gostava que imaginasses. Era sinal que não tinhas esquecido. Para perceberes que todos os dias me matas um bocadinho. Que a tua tristeza também é a minha. Queria que tudo fosse como antes. Para poder passar as minhas mãos pela tua barba já tão clara, despentear-te esse cabelo já grisalho e dizer-te "vai ficar tudo bem". Mesmo que ambos soubéssemos que dificilmente assim seria. Como naqueles dias, há tantos, tantos anos, em que discutia contigo, para depois me aninhar no teu abraço. Não sei o que se passa e tenho medo. Tu és dos bons. Dos muito bons. Ainda que tenhas um mapa de erros tão sem fim como o meu. Seria engraçado, se não fôssemos nós. Que somos apenas demasiado orgulhosos. Ou demasiado estúpidos. Eu tenho saudades tuas. Toma conta de ti, por favor. Vais ser sempre o mais velho. Malae

Porquê?

Pena que a resposta nunca chegue... Malae

14.

Dos dias que ficam para sempre.
Dos sorrisos que nos conquistam.
Das vidas que mudam.

Malae

24 de novembro.

Preciso acreditar que me ouves,
que me vês, que estás comigo.
Porque não posso viver a pensar que não sabes que,
mesmo 20 anos depois, te amo como sempre amei.

Saudades.
Muitas e todos os dias.
Menina dos cabelos de linho.

na brisa do vento.

Hoje, ouvi a tua gargalhada. E o coração bateu, leve e fraco, de novo. Malae

da (des)esperança.

Um dia que valesse a pena. 24 horas completas. É pedir muito? Malae

.

Salva-me. Malae

one sweet day.

«Tenho saudades tuas. Tantas que o coração parece que vai partir. Odeio ter que pensar tanto para recordar o teu sorriso, o som das tuas palavras ou o teu cheiro. Não te quero esquecer, mesmo que isso seja impossível. Não quero esta guerra com a memória para te trazer até mim. Quero-te a meu lado, num bater de asas de uma borboleta, numa música, numa brisa nocturna. Na estrela que contempla a minha história. Mas não me deixes nunca. E não permitas que os anos me deixam esquecer-te. Sejam 20, seja a eternidade. Porque eu amo-te. Seja onde for que termine a marginal da vida. Menina dos cabelos de linho.» Malae

do tempo.

Em que altura é que é válido dizer nada mais do que "desisto"? Malae

do passado.

Aquele momento, em que a sós com o bater no coração, nos recordamos como era tudo, antes de tudo mudar. Malae

do fundo do coração.

É impressionante a maneira como o coração dispara e fica feliz só com um pequeno laivo daquela proximidade, que me fazia sentir tão segura. Como se soubesse que, apesar de tudo, a verdade é que somos irmãos de sangue. E eu, teimosa e orgulhosa, amo isso. Malae

LiveStrong.



«Pain is temporary. It may last a minute, or an hour, or a day, or a year, but eventually it will subside and something else will take its place. If I quit, however, it lasts forever.» Always a hero. Always. Malae

do mundo das dúvidas.

O teu sorriso vai ser sempre o mais bonito do mundo? É que ele faz-me mesmo falta. Malae

«estoy haciendo lo que siente el corazón.»

São já quase 14 anos de caminhos cruzados. Durante algum tempo, lado a lado, noutros, a alguma distância, e muitos mais longe. Mas nunca fora do coração. É assim com as pessoas que nos marcam a ferro e fogo, que nos fazem renascer e mudar um caminho que estava gasto e quase perdido. E, agora que estás em casa, feliz e com o sorriso mais bonito que sabes usar, aproveita todos os momentos. Mereces como ninguém. Lado a lado, a alguma distância, ou mais longe, os que te amam querem ver-te no ponto mais alto do mundo, como mereces. A mostrar o caminho, como sempre fizeste, e a seres a pessoa que muitos gostávamos de aprender a ser. E a encheres de orgulho todos aqueles que te conhecem e que sabem que o mundo é um lugar melhor porque o Principezinho é real. Por aqui, continua a gostar-se de verde. E vai ser assim para sempre. Ahora y siempre. Malae

94.


Parabéns, melhor do mundo.

Malae

ai, Timor.

Toma conta de ti, por favor. E dos que aí estão e te amam. Não me deixes de coração nas mãos. Malae

da alma.

Puta que pariu isto tudo. Malae

do outro lado do mundo.


Tenho saudades tuas.
E não há nascer, nem pôr do sol, que amenize isso.


Malae.

13 de junho.

Menina dos cabelos de linho. Malae