«O tempo corre devagar. Mais um dia que deixo fugir perdida em pensamentos e saudades. São muitos já, sabes? O relógio parece que não anda, mas quando se dá por isso, já passaram mais 24 horas. E, nessa altura, é impossível recuperá-las. O dia segue apenas o ritmo da noite. O sono fugido, a rádio, baixinho, a debitar as notícias que dão o sinal que mais meia hora passou, o sol a raiar de novo. O corpo dorido de tantas voltas e de tanto pedido de clemência para adormecer. A cama revoltada, como se tivesse por ali passado uma guerra. Quase que podia jurar que ouvi a tua gargalhada. E senti o teu cheiro de volta. Como voltou, naquele instante, a falta que me fazes. Às vezes, é demasiado complicado escondê-lo. A minha loucura já é por demais conhecida, não precisa de ser publicitada. Depois, aquela chuva miudinha e aquele cheiro a terra molhada não ajudavam. O maldito relógio continuava a correr, nem sei a que ritmo, e só me apetecia ter-te ali, sentir-te, tocar-te. A mente, não raras vezes, recusa-se mesmo a obedecer à minha consciência. E isso irrita-me tanto. Os dias, estes que agora começam, são largos. Olho para as palavras perdidas e parece que escrevo «As crónicas de uma demência anunciada». Que me vou arrepender do que aqui vai e do que aqui se diz. Porque eu sou assim, e não me parece que vá a tempo de mudar. Mas, que raio, fazes-me falta. De todas, e tantas, formas. Da mesma maneira que me apetece dizer que me fazes mal. Tanto. Mas não tenho direito de te pôr essa culpa em cima. Ou se calhar tenho. Mas temo que não me apeteça, ou não consiga. É, continuo sem saber o que fazer. Incrível, tanto muda e tanto fica igual. E eu, que nunca me deixei encontrar, continuo perdida. Sussurro, imploro quase, um «por favor, importas-te de ir embora». Mas tenho medo da resposta. E, muito mais, do bater da porta.» Malae |
sussuro.
rasgos de imortalidade.
esperanças e sonhos.
toda a força para a vitória que vai conquistar.
A ela:
a certeza de que vai triunfar e realizar o seu sonho.
[É impossível não continuar a vê-los como meninos. Os nossos!]
Malae
segredo.
lembranças. partilhadas por estas paredes]
.
São palavras desarticuladas, sem sentido e sentidas. São pensamentos desconexos, reprimidos e lembrados. Por muitos lamentos e lamúrias que existissem, eram pessoas queridas. Ajudavam a aguentar a «missão impossível» que os últimos tempos se tornaram. A situação deu contornos ainda mais dolorosos. Não foi mais uma. Parece que criou um marco. Vão fazer falta naquele mundo tão próprio e impossível de perceber fora daquela porta, onde cada vez menos se percebe o elo da motivação e ligação. Foram um «momento», apesar de ser um «até breve» e não um «adeus». E o barco continua perdido, agitado, como se do fundo não fugisse. São angústias partilhadas, soluções sem concretização à vista segredadas. É o sentir entre o quanto injusta posso estar a ser ou decidir se, pelo menos uma vez, temos direito à revolta? É pensar onde me perdi, onde ando, para onde vou. A cabeça lateja. Dói até pensar. A areia fina que corre entre os dedos, os sonhos que fogem, o viver que se perde. Hoje, não é um bom dia para escrever. Hoje, foi um dia mau.
Malae
90 (maior que o mundo).
"Percorri esse longo caminho para a liberdade. Tentei não fraquejar; dei passos errados ao longo do percurso. Mas descobri o segredo: que, depois de escalar uma grande montanha, apenas se descobre que há muitas mais montanhas a subir. Parei um pouco para descansar, para deitar uma olhada à vista maravilhosa que me rodeia, para olhar para a distância, de onde vim. Mas posso descansar somente por um momento, porque com a liberdade vêm as responsabilidades - e não me atrevo a demorar-me, pois a minha caminhada ainda não terminou.” * Parabéns, Herói. Obrigada, Madiba. Malae
*«Longo Caminho para a Liberdade», |
pergunta II.
«Será que vais ser (eternamente) o melhor de mim?» Malae [«i am still enchanted by the light you brought to me»] |
pergunta.
«podem esquecer-se quase três décadas de memórias e voltar a viver aos (quase) 27?!»
dois dias.
Navegante da Lua, dizem!Means you'll always be my friendAmics per sempreMeans a love that cannot endFriends for lifeNot just a summer or a springAmigos para siempre»OU, quando o tempo se encarregade pôr tudo no devido lugar!Obrigada.Malae
semáforo.
102. amor. scp
espelho.
Ponteiros, umas vezes desajeitados, outras perdidos.
Horas sem fim, ou de sorrisos ou de lágrimas.
Minutos gastos, num contínuo da memória, numa corrida do futuro.
Um relógio, parado, certo, indefinido, crente.
Uma alma, olhando um relógio.
Malae
«Whatever makes you happy
Whatever you want
You're so fucking special
I wish I was special»
reverso.
Passou rápido o dia/ vai longa a noite, e eu amo-te/ choro-te, num mundo de sonhos/ com uma mão cheia de nada. Malae |
visita.
Malae
.
antónio. joão. pedro.
Malae
magnífico [primeira reacção].
«Yo quiero el aire que tiene tu alma
yo quiero el aire aquel que vive en ti
yo quiero el aire, aire que derramas
aire pa' quererte, aire pa' vivir»
«These are my words
Our words were our songs
Our songs are our prayers
These prayers keep me strong
Its what I believe
If you were in these arms tonight»
Transcendente. Inesquecível. Fantástico. Sublime.
[mais palavras, se as houver, quando o choque passar.]
Malae
acordes.
Tantos, tantos anos a cantar uma vida. Mais do que duas mãos, tão cheias de tudo e tão cheias de nada. Uma melodia sempre certa, uma frase encaixe perfeito. Como se fosse obrigatório haver banda sonora em todos os passos. E agora, os acordes perfeitos. Uma alma que estremece só de pensar em ouvi-los. Porque mesmo que quisesse escrever, não o faria tão bem. Malae |
erro.*
| «É de manso que voltas Mas é de repente que arrebatas a minha alma Doce ilusão, triste saudade Agrura de um dia sem sol, de uma noite sem estrelas Perdido em lágrimas esgotantes Fazes de mim sentido ser Habituado a errar e a perder E a sorrir na tua ausência Como se o mau pudesse ser bom E o que doí fosse sinónimo de alegria Estás lá, nas linhas da minha vida Na certeza do novo dia!» Um outro livro... Malae |
* [sistemático]
it was a fall. it's a long way.
«i was unconscious, half asleep. the water is warm 'til you discover how deep. i wasn't jumping, for me it was a fall. it's a long way down to nothing at all»
Malaecarta.
«Deves estar a descansar a esta hora. Não tarda e os primeiros raios de sol começam a surgir no teu horizonte. Aqui ele já não brilha no céu. Será que vais acordar bem-disposto? Ou, algo que é raro, só muito depois se te pode dizer algo? Estes últimos tempos tem sido povoados por pensamentos como estes. Como estás, o que tens feito, como te sentes, até o que tens vestido. Nesta última tempestade, e pela primeira vez, senti que te perdi. Porque faltaste, como nunca tinha acontecido. Será que o teu, talvez sexto, sentido se perdeu? Ou pura e simplesmente é ignorado? Mesmo tão longe e distantes, nunca uma palavra tua falhou. Um abraço teu envolto no espaço. Um sorriso levado pela brisa da distância. Milhas que nunca o foram. Mas que agora são espadas, afiadas e cruas, que não nos deixam aproximar. Senti. Percebi. E despedi-me. Em tantos locais que partilhámos. Talvez o devêssemos ter feito naquela último café a dois, quando ambos percebemos que nenhum de nós o faria e fugimos. Não se apagam páginas inteiras de uma vida. Mas guardam-se. E sei, porque o sinto, que tu já as colocaste numa qualquer gaveta. Não, não consideres isto uma crítica. Apenas uma contestação dolorosa de quem assina a nota de culpa. Sempre achei que nunca se deve dar nada por garantido. E eu, que sempre acreditei nesse lema, muito menos o devia fazer. Não eu. Mas fiz. E errei. Achei que estarias sempre aqui, porque a eternidade para nós não teria distância. Quando levaste as lembranças físicas, não me importei e deixei. Pensava, que burra eu, que as memórias chegariam, pois tudo o resto estaria sempre ao virar de qualquer esquina. As barreiras não existiam entre nós. Mas existem, porque as criámos. Porque deixámos. Fugimos para a frente numa estrada sem caminho. E tu escolheste o teu. Um dia, recordo, no meio de uma discussão, com um motivo que ainda mais magoa, disseste-me secamente: "deves ter um grande motivo para agir assim". Não me lembro da resposta, não sei sequer se te respondi. Mas faço-o hoje. Fi-lo, como depois repeti, e acho que sempre o farei, porque nunca amei com o meu lado bom. Esse esconde-se sempre. Foi sempre o lado errado a entregar-se. Talvez seja o único que o sabe fazer. Mas fá-lo tão mal! E, com isso, enterra-me, revolve-me, destrói-me. Merecias tudo de mim, e eu dei-te apenas os poucos que consegui. Quando tentava dar mais, estava perdida em caminhos errados. Foste o meu lado mais egoísta. Peço-te desculpa por isso, e mais sincera não posso ser. Sempre fui egoísta quando o assunto eras tu. Como? Como pude permitir-me isso?! Como deixei que a minha cegueira levasse dos poucos que procurou e me deixou ser. Agora, é tarde. Percebo-te. E só espero que chegues onde queres. Desejo-o como se fosse para mim. Por isso, a despedida. De letras e não de sons. Porque eu não consigo dizer e tu não queres ouvir. O que me magoa mais. Ter-nos destruído. Estas linhas devem fazer pouco sentido. Mas andavam-me a consumir à tanto, tanto. Já doía pensar, esconder, guardar. Não sei se quer se fazem juros ao turbilhão que sinto. Tenho esperança que, mesmo escondido, por aqui passes e deixes que te diga o que mereces. Obrigada por me deixares ser, por me ensinares, por não teres desistido de mim. Não foram muitos, e melhor do que ninguém sabes disso. Não falo em despedidas, aquelas que todos tememos. Não, quando te guardo em mim ainda. Não o que foi. Digo apenas «até já», mesmo sabendo que o breve nunca chegará. Queria apenas fazê-lo condignamente. Dizendo-te que a ti, amar-te-ei sempre! Porque é no meu lado melhor que estás guardado. E que, quando o sol for dormir, irei sempre sorrir. Porque está a nascer para ti. E sei que nunca vais desistir dele.» [Comemoras hoje, Timor, seis anos de liberdade, sonhos e obstáculos. Ha'u hadomi o!] Malae |
Do alto do Jamor.
«Num estádio que é verdadeira paixão, tantos amores, com tudo o que isso significa, me correram à memória. Como se todas aquelas escadas trouxessem recordações longínquas e tão próximas, ao mesmo tempo. Foi o desfiar de tantas vidas, de tantas presenças, de tantos momentos. Mas de ausências. Muitas e demasiadas, como aquelas que podemos aguentar. Tal como se cada final fosse um pequeno filme do que se passou. Antes, durante e depois. Do alto daquela pedra, linda e sem fim, as imagens voaram em catadupa. Ali, tão distante quanto se pode estar do que é nosso, voltei a perceber o que já foi. O que é. E o que não será. O que poderá ser, não se sabe. Tudo o que faz parte de nós ensina-nos mais um pouco. E, na chuva que foi caindo e escondendo o sol, houve saudades. Muitas e demasiadas, como aquelas que podemos aguentar. E, num ápice, começaram-se a desenhar as linhas de uma despedida que se sabe já certa, que se escreve há tanto. Como é tanta a falta e a distância que separa os dois lados do [nosso] Mundo.»
Malae
Amores de diferentes cores.
Aupa, Pucela. Nos quedamos!
Malae
banco.

Obrigada.

Não se pretende aqui comparar jogadores, sentimentos ou paixões. As histórias escrevem-se a linhas de cores diferentes e vão a ritmos diferentes; uma que ainda está a começar e outra que termina, para começar outra era. Mas ficam os agradecimentos.
A um, o obrigada pelo orgulho com que enverga aquela braçadeira amarela, símbolo dos maiores do clube. Obrigada pela humildade, pela garra, pela luta, pelo empenho. Obrigada por não virares a cara, mesmo que ali no meio muitos te vejam como um pequeno “Noddy”. Obrigada por fazeres do lema do Sporting a crença da tua carreira. Os grandes fazem-se de pequenos, João Moutinho. E da tua grandeza nunca ninguém pode duvidar.
A outro, o obrigada, sincero, de quem nasceu a amar o futebol e vai morrer apaixonada pelo desporto rei. Obrigada, Maestro, Príncipe de Florença o Eterno 10 das «quinas»! [porque nem com números a dobrar te farão sombra…]. No domingo, naqueles minutos de silêncio ao pé do Estádio de Alvalade, ficou patente a tua classe! Como jogador, dos maiores, e como Homem, não menos grande. Volto atrás na fita e não recordo nenhum jogador do Benfica, que não tivesse passado pelo Sporting, a ser aplaudido
Malae
.
«Vivi. Chorei, ri, ganhei, perdi. Repeti. Renasci. A vida, essa, é mesmo assim e nada muda estes ciclos. Mesmo que se olhe para trás e se veja um manto de retalhos, com tanto significado que dói vê-los estilhaçados. A introspecção tanto ajuda, como magoa. Mas, não poucas vezes, é tão necessária, que fugir dela é abandonar a própria vida. Não a podemos ignorar quando medos (re)surgem e fantasmas (re)aparecem. Tempos que destapam feridas não saradas. Já perdi pessoas que amei, já me afastei de pessoas que são pedaços de mim, já deixei fugir pessoas que me eram tanto e tudo. Já descobri que posso ser descartável, importante para quem não pensava ou invisível. Disse adeus a sítios e locais que escreveram a minha história, deixei a casa que era minha, as ruas onde andava de olhos fechados. Ganhei, se calhar menos no que gostava, perdi, muito mais vezes, talvez, do que pensei aguentar. Já clamei por sol em dias de chuva e já vi o céu negro em pleno Verão. Falei com estrelas, perdi noites a olhar o céu e dias por entre árvores confidentes. Já tanto (se) passou e tanto ainda está para (se passar). Não posso fugir. Mas de uma coisa tenho certeza: contra isto não tenho força para lutar, não consigo fugir e tenho medo. Como a criança que paralisada se escondeu.» |
eternidade.
"E teremos que nos lembrar de tudo o que partilhamos, apesar de todas as nossas diferenças: esperanças comuns, sonhos comuns, um laço que não se quebrará." * Como se a eternidade pudesse, realmente, ser eterna. Que na efemeridade de todas as coisas fique a marca inesquecível do que foi, do que é, do que poderá ser. Para que a memória valha a pena, para que seja possível acreditar. Malae *«A audácia da esperança» |
dez (longos) minutos. (terão sido?)
Um sentimento estranho. Uma saudade atroz, daquela que sufoca, atrapalha, irrequieta. Um coração que parece que vai saltar pela boca, com ritmo acelerado. Uns olhos que vêem o que há sua frente não corre. Pensamentos a mil e, pior, longe, longe, longe. Tempos que o relógio (decano) não deixa voltar atrás. E assim se passaram dez minutos (terão sido?) tão longos….
Malae
[Podría haber llorado un mar de lágrimas saladas, arrojarme a los abismos y partirme en dos el alma, desatar la tempestad y el huracán de mi garganta, y confesar desesperado que no puedo con mi rabia. Aunque en mi actitud no soy tan evidente, no puedo sufrir más. Que el dolor cuando es por dentro es más fuerte, no se alivia con decírselo a la gente. (Alejandro Sanz*Si hay Dios)]
o rio.
«Guiam-me silêncios incomensuráveis, descritos no oco das palavras. Sentidos sem rumo e forças sem natureza. São rumos distintos, de traços sem arte. É a vida que passa em minutos eternos. É a saudade que manda. É o coração que chora. É a certeza que espreita. Lá, aqui, onde quer que seja, corre o rio. Com pedras, com folhas soltas, com força. Vai chegar ao seu leito. Porque está escrito. Espero sentada, num fundo que não percebo, pedindo que as suas águas me banhem.» Malae |
i just don't know
Tu, Timor.
«Desculpa se te desiludi. Desculpa se te empurrei do meu horizonte, não negligentemente, mas numa conclusão dorida. Eras o meu sonho mais querido, o meu objectivo mais definido. Nada existia, mas tu estavas lá para me socorrer e dar esperança. Tu, Timor. Essa terra tão longe e tão dona do meu coração. Foste sempre a esperança, mesmo quando perdida, foste sempre a boa-hora, mesmo em noites de tempestade. Vendi-te a preço de saldo. Como tantos outros sonhos. Mas tu dóis mais. Porque eras aquele que nunca podia acabar, acontecesse o que acontecesse. Eras o caminho final. Não sei como te deixei, em que momento. Pareces-me agora tão distante, tão longínquo. Talvez tenha sido no momento em que me deixei de ver como pessoa. Talvez antes, talvez depois. Não sei. Gostava de perceber. Quiçá me deixasse justificar e roubar este vazio. A tua luz está lá e acalenta. Falta a força. Perdoa-me, é o que me resta dizer. Porque ao afastar-te, atraiçoei-me a mim.»
[i'm caught in between with a fading dream. Freddie Mercury. In my defense]
de pedra.
Agarra-o! Toma-o nas tuas mãos. Pega nele, sou eu que te entrego. Sem pejos, sem receios. Não o rasgues em bocados, não. Lança-o para longe com força. Já não é de papel. É de pedra. Não bate, não vive. Não chora, não sorri. É, como são simplesmente as coisas. Fosse, ao menos, eu estátua. Malae |
sem mais palavras.
A la primera persona que me ayude a comprender
pienso entregarle mi tiempo, pienso entregarle mi fe,
yo no pido que las cosas me salgan siempre bien,
pero es que ya estoy harto de perderte sin querer (querer).
A la primera persona que me ayude a salir
de este infierno en el que yo mismo decidí vivir
le regalo cualquier tarde pa' los dos,
lo que digo es que ahora mismo ya no tengo ni siquiera dónde estar.
El oro pa' quien lo quiera pero si hablamos de ayer:
es tanto lo que he bebido y sigo teniendo sed,
al menos tú lo sabías, al menos no te decía
que las cosas no eran como parecían.
Pero es que a la primera persona que me ayude a sentir otra vez
pienso entregarle mi vida, pienso entregarle mi fe,
aunque si no eres la persona que soñaba para qué
(¿qué voy a hacer? nada).
¿Qué voy a hacer de los sueños?
¿qué voy a hacer con aquellos besos?
¿qué puedo hacer con todo aquello que soñamos?
dime dónde lo metemos.
¿Dónde guardo la mirada que me diste alguna vez?
¿dónde guardo las promesas, dónde guardo el ayer?
¿dónde guardo, niña, tu manera de tocarme?
¿dónde guardo mi fe?
Aunque lo diga la gente yo no lo quiero escuchar,
no hay más miedo que el que se siente cuando ya no sientes nada,
niña, tú lo ves tan fácil, ¡ay amor!
pero es que cuanto más sencillo tú lo ves, más difícil se me hace.
A la primera persona que me ayude a caminar
pienso entregarle mi tiempo, pienso entregarle hasta el mar,
yo no digo que sea fácil, pero, niña,
ahora mismo ya no tengo ni siquiera dónde estar.
A la primera persona que no me quiera juzgar
pienso entregarle caricias que yo tenía guardadas,
yo no pido que las cosas me salgan siempre bien
pero es que ya estoy harto de perderte.
Y a la primera persona que me lleve a la verdad
pienso entregarle mi tiempo, no quiero esperar más,
yo no te entiendo cuando me hablas ¡qué mala suerte!
y tú dices que la vida tiene cosas así de fuertes.
Yo te puedo contar cómo es una llama por dentro,
yo puedo decirte cuánto es que pesa su fuego,
y es que amar en soledad es como un pozo sin fondo
donde no existe ni Dios, donde no existen verdades.
Es todo tan relativo, como que estamos aquí,
no sabemos, pero, amor, dame sangre pa' vivir,
al menos tú lo sabías, al menos no te decía
que las cosas no eran como parecían.
Y es que a la primera persona que no me quiera juzgar
pienso entregarle caricias que yo tenía guardadas,
niña, tú lo ves tan fácil, ¡ay amor!
pero es que cuanto más sencillo tú lo ves, más difícil se me hace.
A la primera persona que no me quiera juzgar
pienso entregarle caricias que yo tenía guardadas,
yo no digo que sea fácil, pero, niña,
ahora mismo ya no tengo ni siquiera dónde estar.
ni siquiera dónde estar.
'A la primera persona'. Alejandro Sanz
Resignação. Malae
Vontade.
[Hoje, vi-te. E as recordações fizeram o meu coração bater mais depressa. E lembrei-me que não devemos afastar aqueles que nos querem bem.Malae]
Montanha russa.
«Entre o sentir e o perder. Entre o acreditar e o desesperar. Entre o sorrir e o fugir. Entre o querer e o desprezar. Entre a alegria e o vazio. Entre a garra e o peso insuportável do mundo. Entre o saber e o evitar. Entre o bem e o mal. Como se de um momento para o outro tudo fosse opostamente diferente. Sem controlo e sem vontade. O fim de uma semana de noites banhadas de berlindes transparentes. Menina dos Cabelos de Linho.» É segredo. Malae |
Roubo.
| «Depois, pegaram nela e abriram-na ao meio. Levaram os sentidos, o sentir e o saber. O corpo inerte chora, por só respirar, já não saber viver». Malae |




























