"Prometi a mim mesma, num dia em que tudo parecia fazer mais sentido, que nem mais uma palavra diria ou escreveria sobre o turbilhão de sentimentos que provocas em mim. Que ficarias guardado na gaveta secreta, sem chave, sem abertura, sem hipóteses de recordar. Ficarias preso a sentimentos, saudades, deixando lágrimas, sorrisos, memórias. Mas em silêncio. Aquele sepulcral que se esconde e não quer ser partilhado. Foi uma decisão talvez extemporânea, talvez sem nexo. Mas era meu desejo levá-lo até ao fim. Cumprir com todas as minhas forças uma ideia certa, que não magoa, que não causa dano. Mas, há sempre um mas. Uma qualquer razão que evocamos para voltar atrás nas decisões que desejamos profundas e irreparáveis. E ver-te sorrir continua a ser motivo para andar para trás. Perco-me nesse olhar cor de céu, que ganha uma doce malícia quando passas a mão pelo cabelo desalinhado. Aquele sorriso fino e traquina que deixas em cada acção, cada movimento. Continuas a amar a vida, como fazias quando estávamos mais perto. Abraças o Mundo com os teus sonhos, como prometeste fazer todos os dias. És tão tu em todos os momentos, que é difícil acreditar que o tempo também passou por ti. E, sem explicação aparente, continuas a surgir em sonhos, a dominar pensamentos, que se querem concentrados nas obrigações diárias. Não tem explicação, porque recuso a 'verdade insofismável' de quem defende que é mais fácil voltar a não acreditar no Amor, do que correr o risco de sofrer. Acreditar, acredita-se sempre. Com mais ou menos oportunidades, com mais ou menos fulgor. Cruzamo-nos com novos desafios, enfrentamos novas palpitações, e nada controlamos. Mas, e há sempre um mas, se, por alguma vez na Vida, parámos no tempo e deixámos lá o nosso coração, não se trata de acreditar. Trata-se de não conseguir resgatar. Desejamos seguir em frente e acabamos por fazê-lo. Lá fora, na penumbra da noite guia, é o encanto que nos espera. Foste tu que me o ensinaste. Há sempre caminho, há sempre futuro. Mas o Passado não se esquece, não se apaga. Muito menos, quando fez de nós o que hoje somos. É isso que te devo todos os dias. Quando te entrego o meu sorriso, na proporção de todos aqueles que me dás. Mesmo que ninguém perceba ou que todos critiquem. Foste e serás a minha melhor escola. E essa dívida nunca te poderei pagar. 'Ahora e siempre', Andrea." Malae |
a melhor escola.
e íntima e infinitamente abraçou a tua alma.
Lá, longe.
I walked across an empty land I knew the pathway like the back of my hand I felt the earth beneath my feet Sat by the river and it made me complete Oh simple thing where have you gone I'm getting old and I need something to rely on So tell me when you're gonna let me in I'm getting tired and I need somewhere to begin I came across a fallen tree I felt the branches of it looking at me Is this the place we used to love? Is this the place that I've been dreaming of? Oh simple thing where have you gone I'm getting old and I need something to rely on So tell me when you're gonna let me in I'm getting tired and I need somewhere to begin
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Timor.
Aquela praia guarda segredos e desejos. É percorrida por milhares de pés descalços que voam em objectivos que tardam em concretizar-se. Pequenas vidas ainda sem noção do Mundo, que sedento e lá tão distante, espera um pequeno passo para voltar a dominar e mandar. Sorrisos gratuitos e lágrimas constantes, numa mistura que começa a ser explosiva.
As armas, contra irmãos e não contra o inimigo "vermelho e branco", saltam dos baús e aterrorizam quem antes se escondia debaixo da mesma cama. Ataques, assaltos, banhos de sangue de quem tanto passou. Escolhas de quem recorre ao passado para lutar por um futuro que nunca conseguiu desenhar. Sortilégios finais da solidariedade esquecida, de rios de lágrimas de amizade que uniam a ilha do crocodilo.
A esperança encravada em balas perdidas nos palácios reduzidos a cinzas, apelos lançados ao coração de um homem que sonha em tirar fotografias e ser feliz. Pegar pela mão os pequenos filhos e ensiná-los a amar a terra quente que lhe custou a sabedoria da vida.
Uma pequena nação perdida num mundo de promessas, sonhos desfeitos, sussurros, esquecimento e solidão. Um pequeno povo prestes a enfrentar uma luta fratricida, um ajuste de contas com o destino, que ninguém quer escrever. Rostos que esquecem o coração gigante que transportam, cedendo à tortura fácil de quem maneja a (falta) de razão. A lenda do crocodilo presa no som estridente da arma de um major.
Protege-te! Cuida de ti! A dobrar.
Ha'u hadomi o, Timor!
Malae
Por momentos.
Agora já estou um pouco consolado. Quer dizer… não de todo. Mas sei muito bem que ele voltou ao seu planeta porque, ao nascer do dia, não encontrei o seu corpo. Não era um corpo assim tão pesado... E à noite gosto de ouvir as estrelas. São como quinhentos milhões de guizos...
Mas a verdade é que se passa uma coisa extraordinária. Esqueci-me de acrescentar a correia de couro ao açaimo que desenhei para o principezinho. Ele nunca terá podido colocá-la na ovelha. Então pergunto a mim próprio: "O que terá acontecido no seu planeta? Talvez a ovelha tenha comido a flor…”
Umas vezes digo para mim próprio: “ De certeza que não! O principezinho fecha a sua flor todas as noites na redoma de vidro e vigia bem a sua ovelha..." Então, eu sinto-me feliz. E todas as estrelas riem suavemente.
Outras vezes digo para comigo: "Acaba-se por ter uma distracção de vez em quando, e isso é quanto basta. Esqueceu-se, uma noite, da redoma de vidro, ou então a ovelha saiu durante a noite sem fazer qualquer ruído…” Então, todos os guizos se transformam em lágrimas...
É um mistério muito grande. Para vocês, que também gostam do principezinho, tal como para mim, nada no universo é igual, se nalgum lado, não se sabe onde, uma ovelha que não conhecemos, comeu ou não comeu uma rosa…
Olhem o céu. Perguntem a vocês mesmo: A ovelha comeu ou não comeu a flor? E verão como tudo se altera… Terá ou não terá o carneiro comido a flor? E verão como tudo fica diferente...
E nenhuma pessoa crescida compreenderá nunca como isso pode ter tanta importância!”
[O Principezinho, Antoine de Saint-Exupéry]

[Estrelas. Pontos no escuro repletos de dons, caminhos, sonhos. Pequenas luzes repletas de significado e de precisão. Gosto das estrelas. Muito. De as ver, de as ouvir, de lhes falar. Não é para compreender. Gosto. E aprendi-o. São a salvação de noites longas, entrando pela janela aberta e brilhando em sinal de esperança. São testemunhas silenciosas de lágrimas e sorrisos. São a doce compensação de dias intermináveis. Gosto de as procurar nos dias nublados, ver o seu aparecer fosco, mas sempre presente. Gosto de descobrir aquelas que mais brilham, perceber onde estão, seguir o seu destino. Gosto de escutar as palavras sábias que ditam sem palavras. Gosto. E aprendi-o. Confio nas estrelas. Na sua sensibilidade, no seu bom-senso, na sua estima. Sei que nos guiam, nos ensinam, nos ajudam. Que ouvem os desabafos em todos os gestos do quotidiano. Que pincelam os nossos sonhos com cores de ouro. Vejo nelas as longas jornadas que se percorreram e aquelas que ainda não estão escritas. No seu infinito, mostram-nos a Vida, a força que devemos ter e iluminam o caminho a seguir. Elas, as estrelas, estão sempre lá… no caminho lácteo de um destino que elas também trilham. Olhem as estrelas e sorriam! O vosso caminho ainda agora começou! E elas, as estrelas, estão com vocês! Porque ele é luminoso e grande! Malae]
[Á Rainbowzinha! Ao Padrinho!]
Sentidos.
Sentidos.
Rabiscos do ser
Na ânsia do futuro.
Percepções ínfimas
De constelações de momentos.
Rios de caminho
Navegados no infinito.
Aguarelas coloridas
De lágrimas perdidas.
Sorrisos ardentes
De paixões fugidas.
Palavras sumidas
No traço de um céu.
Instantes vividos
No carrossel sem destino.
Sentidos.
[Ao Padrinho. Um beijo.]
Malae
Borboleta.
Bates as asas!
Pegas nos sonhos
E conquistas quimeras!
Bates as asas!
Suspiras, choras, pensas
Arriscas ser na dor do querer!
Bates as asas!
Deixas o mundo consumir-te
Na incerteza do amanhã!
Bates as asas!
Esperas com desespero
O doce amanhecer de um sorriso!
Bates as asas!
Na esperança da salvação
No voo que ninguém prende!
Bates as asas!
Para que o dia seja mais que um dia
Para que o coração bata com razão!
Bates as asas!
Para que o sentido se encontre
No devaneio constante!
Bates as asas!
Vês, tocas, sentes
Para que a vida tenha mais sentido!
Bates as asas!
Malae
(pode ler-se nos dois sentidos)

[Não, não vais ler. Não, não vais saber. Não, não vais sequer compreender. A borboleta bate as asas aqui, mas o seu efeito pode sentir-se do outro lado do Mundo. Podes até sentir, mas nada mais. Porque não podes, não queres e não consegues. Porque todos os minutos estão cheios de tudo, mas sem ti. Porque na lágrima da certeza, prima a saudade e a ausência. Porque o voo faz-se no vazio de uma falésia que perdoa mas não liberta. Porque bates as asas mas não te deixas voar.] |
dons.
resolução n.º 2007.

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Natal Diak [do they know it's christmas?]
It's christmastime there's no need to be afraid At christmastime we let in light and we banish shade And in our world of plenty we can spread a smile of joy Throw your arms around the world at christmastime But say a prayer, pray for the other ones At christmastime it's hard, but when you're having fun There's a world outside your window And it's a world of dread and fear Where the only water flowing Is the bitter sting of tears And the christmas bells that ring there are the clanging chimes of doom Well tonight thank god it's them instead of you And there won't be snow in africa this christmastime The greatest gift they'll get this year is life Where nothing ever grows No rain nor rivers flow Do they know it's christmastime at all? Here's to you Raise a glass for everyone Spare a thought this yuletide for the deprived If the table was turned would you survive Here's to them Underneath that burning sun You ain't gotta feel guilt just selfless Give a little help to the helpless Do they know it's christmastime at all? Feed the world Feed the world Feed the world Feed the world Feed the world Let them know it's christmastime again Feed the world Feed the world
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Feliz Natal Merry Christmas Feliz Navidad Joyeux Noël Buon Natale Fröhliche Weinacht Häid Jõule Prettige Kerstagen Kellemes Karacsonyi Ünnepeket God Jul Srecan Bozic Cestit Bozic Glaedelig Jul Hyvaa Joulua WesoTych Swiat Bozego Narodzenia Veselé Vianoce
Arco-íris. [parabéns]
Dança a menina Que conserva os sonhos Bailam na alma As alegrias incontidas As tristezas escondidas Refugiam-se os medos Luta a coragem Sorri! Chora! É! Um mundo de sete cores Que brilha todos os dias! Malae
Parabéns, Dany Rainbow!
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[strange day.]
(...) And if you look, you look through me And when you talk, you talk at me And when I touch you, you don't feel a thing If I could stay... Then the night would give you up Stay...and the day would keep its trust Stay...and the night would be enough Faraway, so close Up with the static and the radio With satelite television You can go anywhere Miami, New Orleans London, Belfast and Berlin And if you listen I can't call And if you jump, you just might fall And if you shout, I'll only hear you If I could stay... Then the night would give you up Stay...then the day would keep its trust Stay...with the demons you drowned Stay...with the spirit I found Stay...and the night would be enough (...) |
Stay (Faraway, So Close!), U2
Pablo Neruda. Salvador Allende. Chile.
![]() LOS MUERTOS DE LA PLAZA (28 de enero de 1948. Santiago de Chile) YO no vengo a llorar aquí donde cayeron: vengo a vosotros, acudo a los que viven. Acudo a ti y a mí y en tu pecho golpeo. Cayeron otros antes. Recuerdas? Sí, recuerdas. Otros que el mismo nombre y apellido tuvieron. En San Gregorio, en Lonquimay lluvioso, en Ranquil, derramados por el viento, en Iquique, enterrados en la arena, a lo largo del mar y del desierto, a lo largo del humo y de la lluvia, desde las pampas a los archipiélagos fueron asesinados otros hombres, otros que como tú se llamaban Antonio y que eran como tú pescadores o herreros: carne de Chile, rostros cicatrizados por el viento, martirizados por la pampa, firmados por el sufrimiento. Yo encontré por los muros de la patria, junto a la nieve y su cristalería, detrás del río de ramaje verde, debajo del nitrato y de la espiga, una gota de sangre de mi pueblo y cada gota, como el fuego, ardía. Pablo Neruda (Canto General. V. La arena traicionada) |
Oito anos depois.
24 de Novembro.
Neva sobre a Marginal só que a neve não espera não se vai com a primavera nem fica à espera no chão Neva sobre a Marginal quem me dera que mar fosse o mar é muito mais doce e não fere o coração (Luís Represas, Neva sobre a Marginal) ![]() |
Um beijo. Um beijo. Um beijo. Um beijo. Um beijo. Um beijo. Um beijo.
Um beijo. Um beijo. Um beijo. Um beijo. Um beijo. Um beijo. Um beijo.
Malae
Chave.

Regalo.
Nos presentó tu amiga
la que dice que adivina futuros por venir
no sé que más decir
sentado del pasillo en una orilla
¿te acuerdas ya de mí?
Um sorriso perdido num recanto escondido. Um gesto simples de afecto e doçura. Um olhar que desbrava mil caminhos. Um sentido que ganha vida e cor.
Regálame la silla, cansada de la esquina
donde te esperé, donde siempre te esperaba, amor
yo puedo regalarte alguna risa
y hacer una canción
y un pañuelo de lunares
te regalo tiempo pa' que te lo pongas
y una promesa, niña
si te encuentro un día
te pienso dar de una
todos aquellos besos que te merecías
Uma historia que se constrói aos poucos. Uma espera quente e compensadora. Uma alegria inolvidável e acolhedora. Uma gargalhada perfeita e conquistadora.
Por el puente de la esperanza
buscaba un rinconcito para la risa
pensando que ha valido la pena amarte
pasamos momentitos tan flamenquitos
y vimos rinconcitos pa' enamorarse
la calle del pensamiento
me lleva a aquella orilla, no sé si te acuerdas
regálame la silla que tiene arte
yo paso por tu puerta casi to' os días
yo paso y tú decides cuándo asomarte
cuando asomarte
Um doce momento que espreita e fica. Um banco testemunha cega e perdida. Um querer mais do que se pode. Um amar mais do que se quer e se consegue.
Y hasta volvieron de las rimas
imágenes jugando, colgás de no sé qué
seguro que era abril
volvieron todas, todas menos una
que se olvidó de mí
Uma criança que renasce todos os segundos. Uma fria ribeira que não se perde e se encontra. Uma simples manha envolvida em sorrisos. Uma memória perfeita e desenhada a paixão.
Que el pañuelo es pa' llorarte
y no tiene remedio para el que componga
si alguna vez te encuentro por mi cobardía
te pienso dar de una
todos aquellos besos que te merecías
Um suspiro envolto na esperança. Um voltar todos os momentos. Um acreditar sem limite. Um viver em ti até ao fim.
Por el puente de la esperanza
buscaba un rinconcito para la risa
pensando que ha valido la pena amarte
pasamos momentitos tan flamenquitos
y vimos rinconcitos pa' enamorarse
la calle del pensamiento
me lleva a aquella orilla, no sé si te acuerdas
regálame la silla que tiene arte
yo paso por tu puerta casi to' os días
yo paso y tú decides cuándo asomarte
cuando asomarte.
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Palma da mão.
Carta perdida no tempo, no espaço e no sabor do vento. Malae «Sei-te triste, desanimado, irritado. Não preciso que o digas, que não preciso que o contes. Conheço-te. Conheço-te como a palma da minha mão. E sei o quer dizer aquele olhar perdido no horizonte, aquela cabeça baixa, aquele mexer de ombros desanimado. O mundo naquele momento fugia-te debaixo dos pés, preso em simples linhas que não conseguias dominar. Darias tudo para voltar fracções de segundos atrás e mudares aquela situação. A raiva consumia-te por dentro! A raiva contigo próprio. Trazias o peso do teu perfeccionismo nas tuas asas e sentias-te vergado aos instantes que não controlaste. E a tua luta, a tua incessante luta, não te permitia remediar nada. Conheço-te. Conheço-te como a palma da minha mão. Sei que detrás desse lado forte, o que se passa te afecta. Sei que no teu íntimo, as coisas são colocadas em causa. Sei que naqueles momentos de silêncio que não gostas, as dúvidas te assolam. Sei que no intervalo de duas gargalhadas, os fantasmas te perseguem. Mas sei muito mais. Sei que nada nem ninguém te poderão pôr em causa. Sei que nada é mais forte que esse tua irascibilidade perfeccionista. Que pode haver quem lute como tu, mas nunca mais do que tu. Pode haver quem torça, mas tu és dos que prefere quebrar. Pode o mundo ir desabar mas o teu altruísmo leva-te sempre um passo mais à frente. E sei tudo isto porque te conheço. Conheço-te como a palma da minha mão. E nunca, por nunca, duvidei que vales a pena. Que independentemente do minuto seguinte, os 60 segundos anteriores já nada roubaria. Sei o quanto vale a tua palavra, o teu sorriso, a tua força. Sei o quanto te dás, o quanto te entregas, o quanto te esgotas. A pessoa que és, que fazes os outros serem, que deixas os outros serem. O exemplo de quem te quer bem. São muitos os que se orgulham de ti. São muitos os que te prezam. São muitos os que sabem que amanha será sempre melhor. E tu, vais ser tu, que o vais novamente provar. Porque foste tu que acreditaste que era possível. Foste tu que sonhaste. Foste tu que conquistaste. Eu... eu gosto de ti! Muito! Andrea!» [“Aunque lo diga la gente, yo no lo quiero escuchar. No hay más miedo que el que se siente cuando ya no sientes na'. Niña tú lo ves tan fácil, ay amor, pero es que cuanto más sencillo tú lo ves más difícil se te hace”*] |
Pequeno Grande Génio.
Um post diferente. Dia de clássico. Um daqueles jogos que nos deixa o coração a palpitar do primeiro ao último momento. Um jogo visto à moda antiga, no meio da claque. Vicissitudes de quem chega com o jogo a meio. A chuva que irritante não pára de cair. Os cânticos loucos que saiem das gargantas sedentas de golos. E ele, pequenino, franzino e de pés de lã, no meio de colegas e adversários. E sem querer, os olhos fixam-se naquele pequeno grande génio. Um jogador tão jovem e tão adulto. Um jogador completo. Um jogador perfeito. Um jogador que faz valer todos os cêntimos que custa um bilhete. Confesso a minha admiração. Confesso o meu orgulho. Passaram pelas camisolas do meu clubes grandes jogadores. Craques que ganharam títulos pelo mundo, que se tornaram os melhores entre os melhores. Passou pelo meu clube o jogador que mais admirei até hoje: Paulo Sousa. Mas nunca nenhum me cativou desta maneira. O jogo contra a Rússia em sub-21, em Gaia, tinha sido já extraordinário. Mas ontem tudo voltou a ser Moutinho. Tudo passou por aqueles pés cheios de talento, por aquela cabeça que pensa o futebol como ninguém. Simplesmente fantástico. Talvez para o ano, talvez não, de certeza, para o ano não estará cá. Encantará outra plateia. Apaixonará outros que se renderão aquele pequenino que corre como uma formiguinha. O Sporting perderá muito. Acho que será a saída mais difícil de colmatar. Levem antes o Nani, é a minha opinião. Deixem-no cá, que ele é a alma daquela equipa. Deixem-no cá, que ele é quem faz sonhar os sportinguistas. Deixem-no cá, porque ele é simplesmente um grande orgulho. Um pequeno “clone” daquele que considero o melhor jogador do mundo. Um pequeno João, que em breve será tão grande como Frank Lampard. Tivesse o potente remate do inglês e onde acabaria este menino. Um dia será grande. Ainda maior. Sem os virtuosismos técnicos daqueles que preferem jogar para si, vai impor-se em qualquer equipa. Porque com ele ganha o colectivo. Porque ele é a expressão máxima do futebol. E porque qualquer que seja o futuro, foi um prazer ver-te crescer. Obrigada, Moutinho!
Malae

João Moutinho
Primeiro dia.
O que se faz quando se está a um passo de realizar um sonho e se tem um medo enorme de falhar?! Malae ![]() |
Expectativa. Ansiedade. Esperança.
[A insustentável leveza das palavras... de Lisboa a Timor. Fazes-me falta.*]
Recuerdo.*
Ouvi-te e recordei-te. Malae
los años más felices de mi vida
dejándome el alma triste y fría
volviendo a la soledad
y a pensar como estarás.
tu ausencia es algo que me tiene herida
la noche es larga y mi cuerpo extraña
el amarte otra vez
como ya lo hice ayer.
empiezo a recordarte
empiezo a lamentarme
como ya lo hice ayer
como ya lo hice ayer.
no sabes cuantos días te he llorado
al no tenerte más entre mis brazos
ni besar tu boca más
y ni sentir tu fuego ya.
tú lo eras todo para mí
anhelo verte
para hablarte de todo
quiero llamarte y susurrar
te quiero!
como yo te quise ayer
como ya lo hice ayer.
empiezo a recordarte
empiezo a lamentarme
como ya lo hice ayer
como ya lo hice ayer
......volveré....
Empiezo a recordarte. Mónica Naranjo.
Nota musical.
Solta-se a nota musical
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Parabéns, Nipinha!
Rastilho.
[um dia. sempre um dia a mais. sempre um dia a menos. sempre um dia que ainda está para vir. mais uma página que se escreve. mais se uma pagina que se acrescenta. mais uma página que se guarda. mais uma página que se rasga. um caminho a seguir. um tempo a consumir. um amor a prevalecer. um amanha para enfrentar. uma vida a renascer. a luta de todos os dias.]
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Sem parar.
Gargalhas que ressoam No doce mundo das lembranças Sentidos postos em sentido Na saudade da presença assídua Traços de alegrias e tristezas De partilhas e arrufos Pedaços de vidas enroscadas Em paredes brancas pintadas de vida Mundos cá fora dispersos Caminhos distantes e carentes Lembranças carinhosas e constantes Saudades primeiras e vividas Minutos, dias, anos De construção, de devoção, de entrega Relações perfeitas na imperfeição Notas que juntas dão a pauta certa Seres que unidos atingem a suave doçura do certo Trechos de um filme sem fim Frames inesquecíveis e brilhantes Rocha firme e sólida De uma amizade feitas de momentos Sem parar! Ao que de melhor me trouxe a ESCS. Non Stop. Sempre. Malae
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Longe.
Sinto-te longe. Naquela distância de apenas poucos metros Naquele espaço tão pouco e tão vazio Sinto saudades do teu sorriso Aquele que socorre as horas más Aquele que acolhe e protege Sinto-te longe. Apenas a uns passos do caminho comum Tão perto de um estender de mão Sinto saudades das tuas palavras sábias As que acertam sempre na sua razão As que sabe sempre a carinho e amizade Sinto-te longe. Como se aí fosse do outro lado do mundo Um sol que nos separa ou nos une. Sinto saudades do teu abraço O remédio santo de uma alma por vezes perdida Entre a euforia e a lágrima compreendida Sinto-te longe. Como se a Terra não fosse a casa de ambos Como se nos cruzássemos em pistas diferentes Sinto saudades de ti. Aquele que tem palavras doces e simples Perdidas quando os olhos encontram os meus. Sinto-te longe. Mesmo que por vezes andes por aqui. Malae [Domingo.*] |
Ilha.
Se vai ao mar Navio da boa hora Pode encalhar Na ilusão da glória Em prata e oiro Direi então a história De um marinheiro Que à Pátria não voltou De amores primeiros Se abandonou ao vento Nos mares do Sul Seu coração ficou Ilha gentia Viva no pensamento Da aventura À voz de uma monção Que assoprou leve O caminho a Oriente À nau feliz Por nunca mais voltar Ilha, Escstunis
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![]() |
ESCS
[A todos aqueles que se deixam tocar pela simplicidade perfeita desta música. A todos aqueles que partilharam um momento brilhante. A todos aqueles que de mais próximo estiveram na noite de ontem. A todos aqueles que pintaram de prata e oiro uma noite brilhante. Obrigada* Malae]
Corpo.
Corpo dorido e perdido. Corpo vivido e sentido. Corpo que quer esquecer. Corpo que precisa de reagir. Corpo que se perde. Corpo que se em momentos. Corpo que não aguenta mais. Corpo que chora. Corpo que ri. Corpo que acredita. Corpo que desespera. Corpo que não sabe. Corpo que não quer. Corpo que anseia. Corpo que vive. Corpo que te ama.
Malae ![]() [Poema sem destino. Poema sem dono. Poema sem nexo. Costuma-se dizer que escrever vem da alma, que escrever por vezes dói. Linhas de sentir perdidas na força. Palavras arrancadas do intimo. Sentimentos que precisam de sair. Um esforço em vão. Uma tentativa de encontrar o caminho. Confidências arrancadas a fogo no meio de uma pausa na luta diária. Na tentativa vã do esquecimento. Na busca louca de seguir em frente. De domar a saudade. Essa saudade por vezes boa por vezes má. Essa saudade que traz um sorriso e uma lágrima. Essa saudade que nenhuma linha apaga, por muito que se tente. Porque o corpo que a transporta precisa de paz. Porque o corpo que a transporta se sente vencido. Porque o corpo que a transporta não sabe o que fazer com o que sente. Porque o corpo que a transporta não sabe lidar com esse amor. porque esse corpo não sabe o que fazer contigo.] *Raras são as vezes que leio o que escrevo e eu própria me perco. Raras são as vezes que busco um sentido nos rabiscos que deito nas folhas. Raras são as vezes que questiono as palavras debitadas à velocidade do pensamento. Mas hoje perdi-me. Porque luto contra ti e contra o que sinto. Porque continuo a procurar respostas e força. E porque continuas a ser caminho. |
Contradições.[e delírios*]
Uma cabeça que lateja. Tudo dentro dela parece em guerra e mutação. São as ideias claras que se digladiam com os sentimentos, procurando fazer prevalecer o razão cada vez mais necessária. Um corpo que não consegue reagir. Tenta, tenta, tenta. Por todos os meios, quer ser insensível, não deixar transparecer o efeito que aquele olhar lhe provoca. A alma, a alma extenuada, nada consegue fazer. Sente saudades, sente um vazio, sente, sente sempre. Não sabe mais que fazer. Quer esquecer, fingir que não aconteceu, demonstrar que já não é, gritar ao mundo que conseguiu. Mas a porta não se fecha, a janela não desce, as forças escasseiam. O som doce de um nome simples, a pele que se arrepia quando sente passar, o toque no cabelo, o sorriso maroto, o canto de quem fala, a beleza escondida, a simplicidade, a força de vontade, o sorriso, o abrigo, a vida. Nada se esconde na gaveta fechada, nada se apaga na página rasgada. Tudo é. E a alma, vagueando no meio do seu sentir, continua a querer destruir o tudo. Antes que o tudo a destrua a si. E ela se esgote cansada de gritar...
![]() ... Odeio-te porque te foste embora. Odeio-te porque ainda sinto a tua falta. Odeio-te porque todos os dias tenho saudades tuas. Odeio pela pessoa que és. Odeio-te pela pessoa que era quando estava contigo. Odeio-te por me teres tornado uma pessoa diferente. Odeio-te por teres quebrado as minhas forças. Odeio-te por me teres mostrado as minhas fraquezas. Odeio-te por te ter que agradecer por isso. Odeio-te por me fazeres sorrir com vontade. Odeio-te por me teres feito ver que chorar não é uma vergonha. Odeio-te por teres um sorriso que ilumina o mundo que te rodeia. Odeio-te porque esse sorriso me enchia de alegria. Odeio-te porque fazias questão de te rires mesmo nas conversas sérias. Odeio-te pela tua alegria de viver. Odeio-te pela tua força. Odeio-te porque sabias sempre o que dizer. Odeio-te porque quase sempre tinhas razão. Odeio-te por me fazeres dar o braço a torcer. Odeio-te porque acordavas sempre bem disposto. Odeio-te porque nunca desistias. Odeio-te porque o teu abraço era um mundo que não queria abandonar. Odeio-te porque me fazias feliz. Odeio-te porque a tua ausência é tão forte como a tua presença. Mas que raio?!... Não era mais simples não te amar?!...
Malae
* delírios reeditados. |
[um] jogo.
Is it getting better Or do you feel the same? Will it make it easier on you now You got someone to blame? You say One love, one life When it's one need In the night One love We get to share it It leaves you, baby If you don't care for it Did I disappoint you Or leave a bad taste in your mouth? You act like you never had love And you want me to go without Well, it's too late Tonight To drag your past out Into the light We're one But we're not the same We get to carry each other Carry each other One (...) U2 |
* reeditado. quando o tempo passa e tudo continua a fazer sentido. o jogo da nossa vida deve ser preparado com cuidado.
Aos noivos.
Um olhar doce e terno
Que finta o tempo que foge
O sorriso perfeito
De quem acredita no amor
Uma dança singela
Nos passos de um violino
Um branco transparente
De um sentir em sintonia
Dois corações rendidos
Na esperança do amanha
Voando nas asas de um sonho
Desejando a felicidade eterna
De uma vida que não se esgota
Mas revive num suspiro!

Porta.
25 segundos.
Aqueles que o tic-tac marca impaciente O som melódico de uma vida que segue Um coração que pulsa Num suspiro de crença Um andar extenso que não acaba Feito de pedras e flores sem destino O céu azul um porto no horizonte O sol quente o regaço escolhido Uma tela que se pinta Roubando as cores do mundo As lágrimas que se gritam Os sorrisos que se desenham As palavras que se procuram e não se encontram A esperança na palma da mão E a utopia na mochila que pequenos Carregam os desejos nas costas Pelas montanhas do tempo A bola que gira levando-nos com ela Na viagem que começa num grito E termina como num sonho Alma extenuada e tranquila Embalada no longo caminho para a felicidade! Malae |
[A todos os que completaram estes 25 segundos!]
Una noche más.
Te anseio. Me desespero. Te siento. Me devoran las horas de soledad Me castiga la distância lastimada Se esconde la alegria infinita Brilla en las estrellas la sonrisa del mundo Danza el reloj maldito El tema del amor Sediento de tus carícias de miel De tus besos dulces e de tus cariños de seda Se conoce la impaciencia Devora el miedo la esperanza ardiente. Tanto y tanto tiempo. Noches de lucha. Noches de creer. Noches de querer. La luna el testigo La sola presencia mientras no llegas El cuco estridente gritando Vuelve! Falta un minuto de ti! Malae ![]() |
[I look at you, looking at me. Now I know why they say the best things are free (...) Angel of Mine.*]
Sal.
Rebolam nas ondas quentes As carícias que te dou Enrolam-se na areia fina Os beijos que se partilham Sentem-se os salpicos frios No arrepio das peles que se tocam Transbordam os corpos Os raios quentes do sol testemunha Foge o tempo num sentido irrequieto Traquinas e sorridente As águas vão e voltam Na sua sorte certa Na sua sétima ronda que desenha o destino As rochas barreiras do caminho Trazem a força que o mundo guia Os pensamentos são castelos na areia Sonhos frágeis que se constroem Espera-se a próxima onda A próxima torrente libertadora O sal que apaga e cura a tua saudade. Malae ![]() |
[Un beso, dos caricias te daria, tres abrazos que demuesten cuatro veces mi alegria y en la quinta sinfonia de mi sexto pensamiento, siete veces te diria las ocho letras de um te quiero. Te extraño!*]























