
|
«La vida es un acto de resistencia y de reexistencia. Vivimos, revivimos. Pero todo se sostiene en la memoria. Somos lo que recordamos. La memoria es nuestro hogar nómada. (...) Hay un dolor parecido al dolor de muelas, a la pérdida física y es perder algún recuerdo que queremos. Esas fotos imprescindibles en el álbum de la vida. Por eso hay una clase de melancolía que no atrapa, sino que nutre la libertad. En esa melancolía, como espuma en las olas, se alzan los sueños.»
Neva sobre a Marginal só que a neve não espera não se vai com a primavera nem fica à espera no chão Neva sobre a Marginal quem me dera que mar fosse o mar é muito mais doce e não fere o coração (Luís Represas, Neva sobre a Marginal) ![]() |
Um beijo. Um beijo. Um beijo. Um beijo. Um beijo. Um beijo. Um beijo.
Um beijo. Um beijo. Um beijo. Um beijo. Um beijo. Um beijo. Um beijo.
Malae

![]() |
Carta perdida no tempo, no espaço e no sabor do vento. Malae «Sei-te triste, desanimado, irritado. Não preciso que o digas, que não preciso que o contes. Conheço-te. Conheço-te como a palma da minha mão. E sei o quer dizer aquele olhar perdido no horizonte, aquela cabeça baixa, aquele mexer de ombros desanimado. O mundo naquele momento fugia-te debaixo dos pés, preso em simples linhas que não conseguias dominar. Darias tudo para voltar fracções de segundos atrás e mudares aquela situação. A raiva consumia-te por dentro! A raiva contigo próprio. Trazias o peso do teu perfeccionismo nas tuas asas e sentias-te vergado aos instantes que não controlaste. E a tua luta, a tua incessante luta, não te permitia remediar nada. Conheço-te. Conheço-te como a palma da minha mão. Sei que detrás desse lado forte, o que se passa te afecta. Sei que no teu íntimo, as coisas são colocadas em causa. Sei que naqueles momentos de silêncio que não gostas, as dúvidas te assolam. Sei que no intervalo de duas gargalhadas, os fantasmas te perseguem. Mas sei muito mais. Sei que nada nem ninguém te poderão pôr em causa. Sei que nada é mais forte que esse tua irascibilidade perfeccionista. Que pode haver quem lute como tu, mas nunca mais do que tu. Pode haver quem torça, mas tu és dos que prefere quebrar. Pode o mundo ir desabar mas o teu altruísmo leva-te sempre um passo mais à frente. E sei tudo isto porque te conheço. Conheço-te como a palma da minha mão. E nunca, por nunca, duvidei que vales a pena. Que independentemente do minuto seguinte, os 60 segundos anteriores já nada roubaria. Sei o quanto vale a tua palavra, o teu sorriso, a tua força. Sei o quanto te dás, o quanto te entregas, o quanto te esgotas. A pessoa que és, que fazes os outros serem, que deixas os outros serem. O exemplo de quem te quer bem. São muitos os que se orgulham de ti. São muitos os que te prezam. São muitos os que sabem que amanha será sempre melhor. E tu, vais ser tu, que o vais novamente provar. Porque foste tu que acreditaste que era possível. Foste tu que sonhaste. Foste tu que conquistaste. Eu... eu gosto de ti! Muito! Andrea!» [“Aunque lo diga la gente, yo no lo quiero escuchar. No hay más miedo que el que se siente cuando ya no sientes na'. Niña tú lo ves tan fácil, ay amor, pero es que cuanto más sencillo tú lo ves más difícil se te hace”*] |

João Moutinho
O que se faz quando se está a um passo de realizar um sonho e se tem um medo enorme de falhar?! Malae ![]() |
Expectativa. Ansiedade. Esperança.
[A insustentável leveza das palavras... de Lisboa a Timor. Fazes-me falta.*]
Solta-se a nota musical
|

Parabéns, Nipinha!
[um dia. sempre um dia a mais. sempre um dia a menos. sempre um dia que ainda está para vir. mais uma página que se escreve. mais se uma pagina que se acrescenta. mais uma página que se guarda. mais uma página que se rasga. um caminho a seguir. um tempo a consumir. um amor a prevalecer. um amanha para enfrentar. uma vida a renascer. a luta de todos os dias.]
|

Gargalhas que ressoam No doce mundo das lembranças Sentidos postos em sentido Na saudade da presença assídua Traços de alegrias e tristezas De partilhas e arrufos Pedaços de vidas enroscadas Em paredes brancas pintadas de vida Mundos cá fora dispersos Caminhos distantes e carentes Lembranças carinhosas e constantes Saudades primeiras e vividas Minutos, dias, anos De construção, de devoção, de entrega Relações perfeitas na imperfeição Notas que juntas dão a pauta certa Seres que unidos atingem a suave doçura do certo Trechos de um filme sem fim Frames inesquecíveis e brilhantes Rocha firme e sólida De uma amizade feitas de momentos Sem parar! Ao que de melhor me trouxe a ESCS. Non Stop. Sempre. Malae
|
Sinto-te longe. Naquela distância de apenas poucos metros Naquele espaço tão pouco e tão vazio Sinto saudades do teu sorriso Aquele que socorre as horas más Aquele que acolhe e protege Sinto-te longe. Apenas a uns passos do caminho comum Tão perto de um estender de mão Sinto saudades das tuas palavras sábias As que acertam sempre na sua razão As que sabe sempre a carinho e amizade Sinto-te longe. Como se aí fosse do outro lado do mundo Um sol que nos separa ou nos une. Sinto saudades do teu abraço O remédio santo de uma alma por vezes perdida Entre a euforia e a lágrima compreendida Sinto-te longe. Como se a Terra não fosse a casa de ambos Como se nos cruzássemos em pistas diferentes Sinto saudades de ti. Aquele que tem palavras doces e simples Perdidas quando os olhos encontram os meus. Sinto-te longe. Mesmo que por vezes andes por aqui. Malae [Domingo.*] |
Se vai ao mar Navio da boa hora Pode encalhar Na ilusão da glória Em prata e oiro Direi então a história De um marinheiro Que à Pátria não voltou De amores primeiros Se abandonou ao vento Nos mares do Sul Seu coração ficou Ilha gentia Viva no pensamento Da aventura À voz de uma monção Que assoprou leve O caminho a Oriente À nau feliz Por nunca mais voltar Ilha, Escstunis
|
![]() |
ESCS
[A todos aqueles que se deixam tocar pela simplicidade perfeita desta música. A todos aqueles que partilharam um momento brilhante. A todos aqueles que de mais próximo estiveram na noite de ontem. A todos aqueles que pintaram de prata e oiro uma noite brilhante. Obrigada* Malae]
Corpo dorido e perdido. Corpo vivido e sentido. Corpo que quer esquecer. Corpo que precisa de reagir. Corpo que se perde. Corpo que se em momentos. Corpo que não aguenta mais. Corpo que chora. Corpo que ri. Corpo que acredita. Corpo que desespera. Corpo que não sabe. Corpo que não quer. Corpo que anseia. Corpo que vive. Corpo que te ama.
Malae ![]() [Poema sem destino. Poema sem dono. Poema sem nexo. Costuma-se dizer que escrever vem da alma, que escrever por vezes dói. Linhas de sentir perdidas na força. Palavras arrancadas do intimo. Sentimentos que precisam de sair. Um esforço em vão. Uma tentativa de encontrar o caminho. Confidências arrancadas a fogo no meio de uma pausa na luta diária. Na tentativa vã do esquecimento. Na busca louca de seguir em frente. De domar a saudade. Essa saudade por vezes boa por vezes má. Essa saudade que traz um sorriso e uma lágrima. Essa saudade que nenhuma linha apaga, por muito que se tente. Porque o corpo que a transporta precisa de paz. Porque o corpo que a transporta se sente vencido. Porque o corpo que a transporta não sabe o que fazer com o que sente. Porque o corpo que a transporta não sabe lidar com esse amor. porque esse corpo não sabe o que fazer contigo.] *Raras são as vezes que leio o que escrevo e eu própria me perco. Raras são as vezes que busco um sentido nos rabiscos que deito nas folhas. Raras são as vezes que questiono as palavras debitadas à velocidade do pensamento. Mas hoje perdi-me. Porque luto contra ti e contra o que sinto. Porque continuo a procurar respostas e força. E porque continuas a ser caminho. |
Uma cabeça que lateja. Tudo dentro dela parece em guerra e mutação. São as ideias claras que se digladiam com os sentimentos, procurando fazer prevalecer o razão cada vez mais necessária. Um corpo que não consegue reagir. Tenta, tenta, tenta. Por todos os meios, quer ser insensível, não deixar transparecer o efeito que aquele olhar lhe provoca. A alma, a alma extenuada, nada consegue fazer. Sente saudades, sente um vazio, sente, sente sempre. Não sabe mais que fazer. Quer esquecer, fingir que não aconteceu, demonstrar que já não é, gritar ao mundo que conseguiu. Mas a porta não se fecha, a janela não desce, as forças escasseiam. O som doce de um nome simples, a pele que se arrepia quando sente passar, o toque no cabelo, o sorriso maroto, o canto de quem fala, a beleza escondida, a simplicidade, a força de vontade, o sorriso, o abrigo, a vida. Nada se esconde na gaveta fechada, nada se apaga na página rasgada. Tudo é. E a alma, vagueando no meio do seu sentir, continua a querer destruir o tudo. Antes que o tudo a destrua a si. E ela se esgote cansada de gritar...
![]() ... Odeio-te porque te foste embora. Odeio-te porque ainda sinto a tua falta. Odeio-te porque todos os dias tenho saudades tuas. Odeio pela pessoa que és. Odeio-te pela pessoa que era quando estava contigo. Odeio-te por me teres tornado uma pessoa diferente. Odeio-te por teres quebrado as minhas forças. Odeio-te por me teres mostrado as minhas fraquezas. Odeio-te por te ter que agradecer por isso. Odeio-te por me fazeres sorrir com vontade. Odeio-te por me teres feito ver que chorar não é uma vergonha. Odeio-te por teres um sorriso que ilumina o mundo que te rodeia. Odeio-te porque esse sorriso me enchia de alegria. Odeio-te porque fazias questão de te rires mesmo nas conversas sérias. Odeio-te pela tua alegria de viver. Odeio-te pela tua força. Odeio-te porque sabias sempre o que dizer. Odeio-te porque quase sempre tinhas razão. Odeio-te por me fazeres dar o braço a torcer. Odeio-te porque acordavas sempre bem disposto. Odeio-te porque nunca desistias. Odeio-te porque o teu abraço era um mundo que não queria abandonar. Odeio-te porque me fazias feliz. Odeio-te porque a tua ausência é tão forte como a tua presença. Mas que raio?!... Não era mais simples não te amar?!...
Malae
* delírios reeditados. |
Is it getting better Or do you feel the same? Will it make it easier on you now You got someone to blame? You say One love, one life When it's one need In the night One love We get to share it It leaves you, baby If you don't care for it Did I disappoint you Or leave a bad taste in your mouth? You act like you never had love And you want me to go without Well, it's too late Tonight To drag your past out Into the light We're one But we're not the same We get to carry each other Carry each other One (...) U2 |
* reeditado. quando o tempo passa e tudo continua a fazer sentido. o jogo da nossa vida deve ser preparado com cuidado.

Aqueles que o tic-tac marca impaciente O som melódico de uma vida que segue Um coração que pulsa Num suspiro de crença Um andar extenso que não acaba Feito de pedras e flores sem destino O céu azul um porto no horizonte O sol quente o regaço escolhido Uma tela que se pinta Roubando as cores do mundo As lágrimas que se gritam Os sorrisos que se desenham As palavras que se procuram e não se encontram A esperança na palma da mão E a utopia na mochila que pequenos Carregam os desejos nas costas Pelas montanhas do tempo A bola que gira levando-nos com ela Na viagem que começa num grito E termina como num sonho Alma extenuada e tranquila Embalada no longo caminho para a felicidade! Malae |
[A todos os que completaram estes 25 segundos!]
| Rabiscos perdidos Numa folha em branco Memórias doces Transformadas em palavras Lágrimas que não se podem guardar A saudade avassaladora das noites longas Os sonhos que voam ou que guardam as asas Desabafos de dias sem cor Sorrisos cheios de vida Melodias que bailam no ar Pensamentos conturbados Em busca de uma explicação Força escondida que nos surpreende A alma que quer caminhar O amor que faz crescer A mulher que se transforma O relógio que segue o seu caminho Uma terra distante que nos acena O caminho que se quer percorrer A estrada que ainda agora começou Fragmentos de uma vida… ILHA LOROSAE! |